Foi
realizada no período de 27 a 30 de Setembro, a II MOSTRA DE CIÊNCIAS E
TECNOLOGIA DA ESCOLA AÇAI-MCTEA, e a MOSTRA CLARA PANDOLFO, na Barraca de Nossa
de Santana, na cidade de Igarapé-Miri, com o apoio da Prefeitura Municipal,
Secretaria Municipal de Educação-SEMED, Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico-CNPq, Secretaria Estadual de Ciências, Tecnologia e
Inovação-SECTI, Universidade Federal do Pará-UFPa e realizado pelo Movimento
Científico Norte Nordeste-MOCINN, Clube de Ciências de Igarapé-Miri-CCIG e
Coordenação de Incentivo a Pesquisa da SEMED.

A II MCTEA contou com 67 projetos de
pesquisas desenvolvidos por alunos e professores de escolas, Universidades e
Institutos de Pesquisas publicos e particulares
diferente localidades como: Imperatriz-MA, Abaetetuba, Capanema, Santa
Isabel, Igarapé-Miri e outros. A qualidade dos projetos apresentados, estavam
elevados, o que surpreendeu o Professor Alexandre Passos de Imperatriz, o qual
coordenou a equipe de Avalição, entre eles o projeto Palmiarte de Vila Maiuata,
coordenado pela professora Gracilene Ferreira, e dos alunos Romulo Rodrigues e
Liandra Lopes de Escola Iraci Correa, em
que se trabalha a confecção de joia da casca do palmito; o projeto Carvão do
Carroço de Miriti, coordenado pela diretora Maria José Ferreira e dos alunos
Josue Pantoja, Mauricio Pantoja e Rayane Conceição da escola Bom Jesus da Boca
do Caji,
Um
projeto que chamou muito a atenção foi o da Inclusão de pessoas com
Necessidades Especiais em Eventos Científicos e Culturais: dos Limites as
Possibilidades, coordenado pela professora Maria José
Maia e a aluna Eliane Miranda, a qual é deficiente visual e está na 4ª serie do
ensino fundamental, seu projeto “demonstra por meio de participação efetiva, de
pessoas com necessidades especiais que elas são capazes de socializar suas
formas de interpretação da realidade em que vivem; e despertarem o interesse de
educadores por novas propostas de inclusão que não se limitam ao espaço de uma
sala de aula, possibilitando aos alunos com necessidades especiais a
oportunidade de participar de eventos científicos que lhe permitam novas
possibilidades de inclusão muito além daquilo que foram acostumados”, isso
mostra que não há limites com relação a faixa etária ou na deficiência para se
desenvolver pesquisa no âmbito da escola, do lar ou da comunidade.
A
Mostra Clara Pandolfo realizada pela SECTI em parceria com a Prefeitura de
Igarapé-Miri e SEMED. Nesta edição, foram
apresentadas diversas atividades como palestras, oficinas e exposições. O
grupo do Laboratório de demonstrações da Universidade Federal do Pará
(Labdemon-UFPA) foi um dos expositores, apresentando temáticas sobre
“Terremotos: suas causas e conseqüências” e “Estrutura Atômica”. A Mostra Clara
Pandolfo de Ciência e Cultura já percorreu os municípios de Marituba,
Salvaterra, Santa Bárbara, Castanhal, Capanema e Abaetetuba. As atividades da
Mostra já chegaram a quase 10 mil crianças e jovens nos sete municípios.
Segundo a coordenação do evento, a visitação do publico foi de pelo menos 6.000.

Na
cerimonia de premiação contou com a presença do prefeito Roberto Pina, do
secretário de Educação Janilson Oliveira, o diretor de ensino Nielson Cardoso,
o coordenado do MOCINN Gilberto Silva, o professor Alexandre Passos de
Imperatriz, a coordenadora do Clube de Ciências de Igarapé-Miri Maria José, a
coordenadora do Centro de Formação da Escola Açaí Graciete Oliveira, entre
outras autoridades, houve premiações para
os 1º, 2º e 3º Lugares, de projetos por Categoria e por nível de escolaridade,
credenciamentos de projetos para participarem de eventos científicos em
Fortaleza-CE, Imperatriz-MA , Novo Hamburgo-RS, no Uruguai e Chile, e também
foram premiados 20 alunos com bolsa de Incentivo a Pesquisa Junior do CNPQ, na qual
os ganhadores receberam R$ 100,00 por mês durante um ano para darem
continuidade a seus projetos.

Um dos momentos que chamou a atenção durante a
cerimonia foi o pronunciamento da Professora Dra. Roseli de Deus coordenadora da
Feira Brasileira de Ciências e Engenharia-FEBRACE, em teleconferência, transmitida
de São Paulo, externou sua felicidade pelo evento e pelo modo como está
ocorrendo no norte do pais e dirigindo-se ao prefeito municipal de
Igarapé-Miri, parabenizou a iniciativa e o apoio na realização do evento.

O
Prof. Gilberto Silva afirmou que a II MCTEA e a Mostra Clara Pandolfo,
superaram todas as expectativas, em relação a I MCTEA, do ano passado, pois
recebeu projetos de vários municípios e de outro estado, parabenizou os
diretores, professores e alunos que aceitaram o desafio de desenvolverem
projetos no âmbito escolar, abordando problemáticas da escola, da família e da
comunidade onde vivem. Para o Prof. Gilberto Silva, a educação no município de
Igarapé-Miri está se transformando pela Iniciação científica, causando impacto
positivo em outros setores como na economia, considerando que durante o evento
quase todos os hotéis da cidade lotaram, gerando emprego e renda.